sejam  bem vindos

 

Após muitos anos utilizando fixadores externos, especialmente o de Ilizarov, notamos certa aversão das pessoas ao verem um paciente portando este aparelho. Isto ocorre tanto na população geral como nas pessoas que atuam na área da saúde, por terem uma idéia distorcida sobre este assunto. Tal fato nos motivou a desenvolver este site, com o objetivo de explanar as utilidades e possibilidades  de tratamento.  Este método vem beneficiando muitos pacientes, permitindo a deambulação, quando outros métodos convencionais falharam. Vulgarmente o fixador circular é chamado no Brasil de “GAIOLA “pela semelhança com as gaiolas dos pássaros. Entretanto, costumo dizer aos colegas, alunos e pacientes essa frase: “É A ÚNICA GAIOLA QUE EM VEZ DE PRENDER UM PASSARINHO, SOLTA”.

O paciente poli-traumatizado grave, geralmente chega ao Grupo de Reconstrução restrito ao leito ou em cadeira de rodas. Semanas após a instalação do fixador, ele já consegue deambular com auxilio de muletas, deixando-as poucos meses depois. Entretanto, o que choca as pessoas é ver os pacientes com “AQUILO” pelas ruas. Mas, o espectador assustado com a parafernália metálica circular, não tem idéia da situação em se encontrava aquele paciente semanas atrás. Era um “ser” psicologicamente abalado, preso ao leito e com medo da amputação, a qual provavelmente já havia sido sugerida por outro profissional descrente, (Figura 1 e Vídeo 1)

















        Fig.1 - Fratura exposta com perda de tecidos e falha óssea de 8 cm e encurtamento de 4cm. Ao centro Raio-x pós-operatório evidenciando a falha óssea. A esquerda Durante o transporte ósseo com fixador de Ilizarov





Vídeo e Foto deste estágio do tratamento. Radiografia após transporte ósseo -  Paciente deambulando com órtese protetora  compensando 4cm de encurtamento residual


O Método de Ilizarov é um tratamento alternativo indicado principalmente nas complicações e seqüelas de fraturas expostas, não sendo utilizado rotineiramente na emergência.

Espero que as informações e exemplos apresentados  nos próximos textos esclareçam as duvidas e diminuam os preconceitos  sobre esse método de tratamento.



 

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